Descrição do Evento

10/03/2021

O Encontro Feminismos e Favelas -Diálogos Urgentes é um evento online, gratuito, que terá um dia de duração. É um espaço idealizado, produzido e apoiado por mulheres que traz 23 dialogantes para pensar juntas sobre a força da luta das mulheres nas favelas e debater esta forma de feminismo pouco reconhecida e visibilizada entre nós. Sentimos como fundamental ampliar o entendimento destas lutas históricas e formas de articulação e organização de mulheres que, secularmente, vêm garantindo sua sobrevivência e a de suas comunidades.                                                                                                                Um diálogo do feminismo favelado com os demais segmentos dos feminismos é urgente.                                As seguintes perguntas vão orientar os debates nesse encontro:                                                                      Quais são as atuais tendências do feminismo favelado? Por que as mulheres que empreendem lutas nas favelas não se identificam com o feminismo eurocêntrico? Onde o feminismo negro se encontra com o feminismo da favela? Quais são os debates silenciados que precisamos ter "para ontem" urgentemente? 

Notas:                                                                                                                                                                             A participação dá direito ao certificado do PACC/UFRJ                                                                                  Todo o evento terá tradução simultânea em LIBRAS

Sob a coordenação de Heloisa Buarque de Hollanda e Eliana Sousa e Silva; com mediação da Ana Claudia Souza. Na produção, Giselle Parno, com arte da Rozzi Brasil. 

A transmissão será via plataforma Lab+ do LabPub por isso é importante se inscrever para garantir o seu acesso ao Encontro

Ao longo dessa página você encontrará vários botões como esse abaixo. Clicando nele, abrirá uma nova página de inscrição. Não se preocupe, é seguro. No entanto, se não gostar de clicar em links, no final da página há um formulário de inscrição. Simples, rápido e fácil.

Venha para esse diálogo inédito. Dialogar é preciso, articular é imprescindível!

Programação Completa

10 h: Feminismo Comunitário

A mesa vai debater um viés do pensamento feminista latino-americano no qual a questão da comunidade é estruturante. Essa noção de comunidade promove outros modos de organização bem como interfere na relação entre indivíduo e coletivo que foge ao modelo europeu. 

Convidadas: Julieta Paredes, Rafaela Vilaça e Tamikuã Txihi


10h: Feminismo Comunitário - Convidadas

Julieta Paredes - poetisa,  cantora,  compositora, escritora, grafiteira e ativista feminista descolonial boliviana aimará . Em 2003 ela começou Mujeres Creando Comunidad (Mulheres Criando Comunidade) a partir do ativismo do feminismo comunitário.

Rafaela Vilaça - mãe da Maya, trabalhadora do Sinsprev, construindo o Coletivo Horizontes e Feminista Comunitária de Abya Yala - Tecido Pindorama Brasil.

Tamikuã Txihi - mulher pataxó, vive na Terra Indígena do Jaraguá, liderança indígena, artista e Feminista Comunitária de Abya Yala - Tecido Pindorama Brasil

11h: Feminismos - Do Terreiro ao Território

Uma conversa sobre as lutas das mulheres ligadas aos contextos religiosos e periféricos e as inovações que essas lutas propõem para além das noções clássicas de "feminismo".

Convidadas : Marise Santana e Tainá de Paula

Marise Santana - Sou filha de uma mulher que me criou fazendo bolo e lavando roupas de ganho. D. Maria Ernestina Santana. Sou neta de Salur, mulher que vendia peixe frito, bolo, amendoim e cocada para comprar minha carta de ABC, já que , quando criança ficava revoltada com a professora Benta e rasgava uma carta de ABC por dia. Sou mulher negra e desde criança enxergo as relações raciais fazendo parte da minha vida. Sou zeladora de legados africanos no Ilê Omim Mariwô D'Ewá e aposentada pela UESB- Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, fazendo parte do quadro de pesquisadores (as) do ODEERE - Programa de Pós Graduação em Relações Étnicas e Contemporaneidade da UESB. 

Tainá de Paula - Arquiteta e urbanista. Ativista das lutas urbanas. Vereadora pelo Partido dos Trabalhadores na Cidade do Rio de Janeiro. Especialista em Patrimônio Cultural pela Fundação Oswaldo Cruz e Mestra em Urbanismo pela UFRJ. Atualmente, ocupa o cargo de Vice-Presidenta de Relações Institucionais do IAB-RJ - Instituto de Arquitetos do Brasil/Rio de Janeiro, coordenadora da Comissão de Equidade de Gênero do CAU-RJ - Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro

12h20: Feminismos na Favela

Como pensar em feminismo na favela? Quais são as singularidades, os desafios e os obstáculos dos feminismos na favela? É possível pensar em uma educação feminista e favelada?

Convidadas: Andreza Jorge e Helena Silvestre

Andreza Jorge - é cria da Maré, artista e ativista com foco nos temas que interseccionam gênero, raça e território. Doutoranda em Estudos de Artes da Cena na UFRJ, Mestre em relações étnico raciais pelo CEFET/RJ - Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca.  Licenciada em Dança pela UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professora do Departamento de Arte Corporal/UFRJ. Co-fundadora do Mulheres ao Vento.

Helena Silvestre - A arte como recurso de luta feminista nas comunidades, suas particularidades e formas de articulação. A presença do corpo como linguagem e ocupação.

13h40: Políticas da Palavra, do Som e do Corpo

A arte como recurso de luta feminista nas comunidades, suas particularidades e formas de articulação. A presença do corpo como linguagem e ocupação.

Convidadas: Carmen Luz, Luz Ribeiro, Mc Carol Féliz e Rozzi Brasil

Carmen Luz - Nasceu e vive na cidade do Rio de Janeiro. É artista multidisciplinar, curadora independente e docente nas áreas audiovisual e práticas contemporâneas de dança e teatro. Compõe, atua e dirige obras cênicas presenciais (de dança, teatro e performance), realizações audiovisuais (cinema-documentário, vídeo-arte, vídeo- dança e videoinstalação), dramaturgia e poesia. É mestre em Arte e Cultura Contemporânea pelo Programa de Pós-graduação em Artes da UERJ - Universidade Estadual do Rio de Janeiro. É fundadora, coreógrafa e diretora da Cia. Étnica de Dança e integrante da Orquestra de Pretxs Novxs.


MC Carol Felix - É uma cantora e compositora de Funk cria da Favela da Cidade Alta e iniciou sua vida musical no ano de 2016, apaixonada pela música, usa o microfone como seu principal instrumento de trabalho e resistência. Através da sua música de trabalho Passinho Carioca, Mc Carol Félix foi vencedora da batalha de MCs da Arena Carioca Dicró, em 2017 e foi ao palco do maior baile funk do mundo, o Rio Parada Funk sacudindo o público com muito Passinho Foda e com suas músicas, em 2018 foi a Primeira Mulher Preta a cantar Funk no Teatro Municipal do RJ e sendo uma das porta vozes do movimento Passinho. Faz parte da Frente Nacional de Mulheres do Funk na qual é representante do Rio de Janeiro.

Luz Ribeiro - Em tempos de redes sociais, Luz Ribeiro prefere pousar em redes de balanços e afetos. @luzribeiropoesia tem alguns seguidores, mas Luz sonha em ter sempre com quem seguir. Integra o grupo de pesquisa e teatro Coletivo Legítima Defesa. Escreve desde que foi alfabetizada e nem por isso se acha poeta, sonha com o dia que será poesia. Campeã do Slam Flup Nacional (2015), campeã do Slam BR (2016) e semifinalista da Coupe du Monde de Slam de Poésie (França - 2017).  Autora dos livros: Eterno Contínuo (2013) , Espanca Estanca (2017) e Novembro [Pequeno Manual de Como Fazer Suturas]. 33 anos, raiou no verão de São Paulo, gosta de escrever com letrinhas minúsculas, nasceu antes de aquário pra presa não ficar. Luz é: mar - mãe de Ben e filha-mar de Odoyá.

Rozzi Brasil -  É uma solucionadora de problemas, logo, uma "criadora de caso". Muito carioca, cria da Zona Oeste, devota de Nossa Senhora do Samba de Raiz.  Anticapitalista, pretíngena, sapatão, mestra quebradeira, professora, fotógrafa, produtora cultural, escritora digital, design eventual, cineasta - prêmios CINE-PE e SMVC (RS), 2019. Co-criadora da primeira parceria só de mulheres em escola de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Compositora da Portela. Co-fundadora do bloco Samba das Guerreiras #Presente,  ainda que não goste de carnaval. Fundadora da Casa da Vida - Associação de Amigos dos Portadores de Doenças Graves e Crianças em Vulnerabilidade Social. Executa ações anti-demonização da cultura de matrizes africanas e de educação contra-colonial. 

15h40: Redes e Organizações.                            O que a Pandemia Revela?

Ativismo das mulheres durante a pandemia. Organização e redes de apoio como sobrevivência enquanto formas históricas das lutas das mulheres de favelas. A força estrutural das desigualdades de gênero e de raça e seu impacto na saúde, na educação, na cultura, no trabalho, na família e nos afetos.

Convidadas: Carla Juvenal, Carmen Silva e Pâmela Carvalho 

Carla Juvenal-                       Técnica de enfermagem. Especializada em pediatria. Atua há 15 anos em terapia intensiva pediátrica, inclusive durante a pandemia. Terapeuta ocupacional e cantora de MPB


Carmen Silva -      Mulher preta e nordestina. 60 anos. Ativista pelo direito à cidade. Liderança do movimento MSTC - Movimento Sem teto do Centro.  Por dois biênios foi conselheira municipal de habitação e coordenadora do Conselho Participativo da região da Sé. Atualmente é conselheira Estadual de Habitação da Cidade de São Paulo. Já tirou quase 3 mil pessoas de moradias precárias e dos baixos de viadutos, promovendo inclusão social, acesso à Saúde, Educação e Cultura. Advoca-se pelo direito a cidade Autora dos Cordéis Terra Prometida e 100 dias de Exílios. Ganhou inúmeros prêmios, entre eles o FNA - Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas , APCA - Associação Paulista de Críticos Teatrais, ARCHcine - Festival Internacional de Cinema de Arquitetura. Possui premiações em festivais, dentre eles,  festivais do Rio, San Sebastián  e Rotterdam e prêmio de melhor atriz  por  Era O Hotel Cambridge. 

Pâmela Carvalho - Educadora, historiadora, gestora cultural, pesquisadora ativista das relações raciais e de gênero e dos direitos de populações de favelas. É Mestra em Educação pelo PPGE/UFRJ onde defendeu a dissertação Eu piso na Matamba: Epistemologia jongueira e reeducação das relações raciais. Foi bolsista do Projeto Personagens do Pós Abolição e faz parte do grupo de pesquisa Intelectuais Negras/UFRJ. É coordenadora do eixo Arte, Cultura, Memórias e Identidades na Redes de Desenvolvimento da Maré. É fundadora do Quilombo Etu, coletivo que trabalha a cultura popular a partir de uma perspectiva de educação antirracista. É moradora do Parque União (Conjunto de Favelas da Maré).

17h: Mulheres Enfrentam Cenários de Violência

As muitas formas de enfrentamento e organização com que as mulheres desafiam a violência nas regiões periféricas. A desigualdade de gênero e raça na intensidade, acolhimento e registro da violência na geografia da cidade.

Clátia Vieira - Integrante da Coordenação Ampliada do Fórum Estadual de Mulheres Negras-RJ- FEMNEGRAS RJ

Eliana Sousa e Silva - É diretora fundadora da Redes da Maré, do Rio de Janeiro e curadora do Festival Mulheres do Mundo (WOW), no Brasil

Mônica Francisco -  Deputada estadual no Rio de Janeiro em seu primeiro mandato. Eleita com mais de 40 mil votos. Formada em Ciências Sociais, pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ através das políticas de ações afirmativas. Nascida e criada no Morro do Borel,  vive uma fé que se manifesta na defesa dos mais pobres e vulneráveis, da diversidade e do respeito. Na Assembleia Legislativa, se destaca como presidenta da Comissão de Trabalho, Legislação e Seguridade Social. Presidenta da Frente Parlamentar contra as Privatizações e em Defesa da Economia do Estado do Rio de Janeiro. Mônica Francisco foi assessora da vereadora Marielle Franco, brutalmente assassinada em 2018. Um crime ainda sem resposta. 

18h30: -Diálogos Urgentes

Proposta de articulação entre as diferentes formas de pensar e experimentar os feminismos para além das fronteiras que os limitam.

Convidadas: Amara Moira, Jéssica Balbino, Júlia Xavante,  Mary Garcia Castro, Renata Codagan, Renata Souza, Sandra Benites. Mediação da Heloisa Buarque 

Amara Moira -  Amara Moira é travesti, feminista, doutora em teoria e crítica literária pela Unicamp (com tese sobre as indeterminações de sentido no Ulysses, de James Joyce e autora do livro autobiográfico E se eu fosse puta (hoo editora, 2016) e do monólogo em pajubá Neca, trabalho experimental ainda sendo escrito, cuja primeira versão foi publicada na antologia LGBTQIA+ A Resistência dos Vagalumes (Nós, 2019).

Jéssica Balbino -  jornalista, mestre em comunicação e acredita que pode transformar o mundo através das narrativas. É criadora e editora do Margens, projeto que difunde conteúdo sobre mulheres periféricas na escrita. Curadora de eventos literários em todo país. Autora dos livros Hip-Hop - A Cultura Marginal, Traficando Conhecimento e  Gasolina & fósforo - meu corpo em chamas (no prelo). Psicanalista em formação.

Júlia Xavante -    Professora de artes da rede estadual de ensino do estado do Rio de Janeiro. Pesquisadora de Arte e Cultura Indígena, formada em Educação Artística com licenciatura em história da arte e artes plásticas. Trabalha há 21 anos em sala de aula e nos últimos 5 anos vem se especializando em Arte Indígena em sala de aula. Promotora de eventos da Universidade Indígena Aldeia Maracanã 

Mary Garcia Castro - Socióloga, professora visitante na UFRJ/PPGSA, professora aposentada na UFBA e pesquisadora na Faculdade Latino-americana de ciências sociais ( FLACSO-Brasil)

Renata Codagan - É mestra quebradeira, arte educadora e pesquisadora. Na vida tem uma visão espiritualista, alma de artista, é aspirante a escritora. No trabalho atua há 25 anos em projetos sociais é formadora, consultora e coordenadora em projetos dedicados a Arte, Educação, Cultura da Infância e Juventudes. Atualmente é membro da Comissão Carioca de Promoção Cultural. 

Renata Souza é cria da favela da Maré, feminista, negra e defensora dos direitos humanos. É Deputada Estadual pelo PSOL-RJ e foi chefe de gabinete da vereadora Marielle Franco. É doutora em Comunicação e Cultura pela UFRJ e pós-doutora pela UFF onde cunhou e conceituou a expressão feminicídio político. É autora do livro Cria da Favela. Chegou a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro como a deputada mais votada da esquerda em 2018, tornou-se a primeira presidenta negra da Comissão de Direitos Humanos e é líder da bancada do PSOL na Alerj

Sou Sandra Benites Guarani Nhandewa

Professora . Mestre em antropologia social pelo Museu Nacional-UFRJ. Atualmente Curadora adjunta de arte Brasileira no MASP. Doutoranda em antropologia social pelo Museu  Nacional-UFRJ

O evento é gratuito e você pode inscrever-se com segurança aqui:

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Feminismos e Favela - Diálogos Urgentes

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Heloisa Buarque -  É diretora do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC-Letras / UFRJ), onde coordena o Laboratório de Tecnologias Sociais Universidade das Quebradas, e o Fórum M, espaço aberto para o debate sobre a questão da mulher na universidade. 

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